Teste: Montana RS é picape com visual esportivo mas motor não muda
Por Matheus Albino
A Chevrolet Montana estreia a linha 2024 com a chegada de mais uma versão em seu portfólio. Conhecida pelo visual esportivo, a configuração RS agora está disponível na picape e passa a ser a top de linha. O preço é de R$ 151.900.
Nossa equipe foi até o interior de São Paulo para testar a nova versão da Montana. Como já é tradição na GM, a sigla RS traz mais esportividade ao design dos modelos da marca, mas não muda na parte mecânica.
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Sendo assim, a Montana RS também oferece motor 1.2 turbo de 133 cavalos de potência e câmbio automático de seis marchas.
No visual, destaque para a grade frontal com estilo diferente das demais versões, destacando-se pelo preto brilhante no contorno, sigla RS no lado esquerdo da grade, além da gravata Chevrolet escurecido.




Outros destaques são as rodas de 17 polegadas com design exclusivo, estribos laterais e o santantonio na parte traseira, item esse que não é oferecido nas demais versões da picape.
Dirigimos a Montana RS por 160 km entre as cidades de Indaiatuba e São Roque. O consumo da picape foi de 12,5 km/l (gasolina), praticamente a mesma média do nosso último teste com a picape, também em trecho rodoviário.
No entanto, mesmo sabendo que a sigla RS não altera a mecânica da picape ela merecia pelo menos um modo sport para aumentar o giro do motor e melhorar a resposta do câmbio de seis velocidades.
A capacidade de carga é de 874 litros, com destaque para a tampa divisória na caçamba que ajuda a organizar a carga.
No ambiente interno a Montana RS se destaca pelos detalhes vermelhos no painel, bancos com revestimento premium, assim como nas costuras do volante. A lista de itens é honesta, tem ar-condicionado automático digital, carregador por indução, sistema de mídia com projeção sem fio e partida por botão.
Ajuste de altura e profundidade do volante são essenciais para encontrar a melhor posição e reduzir esforço em manobras, mas, não há ajustes elétricos no banco do motorista, apenas manuais.
Poderia melhorar? Sim. A Montana RS poderia oferecer mais itens na cabine, como freio de estacionamento elétrico e painel de instrumentos digital. No entanto, a telinha atrás do volante é a mesma que o Onix oferece.
Já na segurança ela até começa bem, tem faróis full-LED, seis airbags, alerta de ponto cego e câmera de ré. Mas, e os assistentes semiautônomos? Não, não foi dessa vez que a Montana ganhou esses recursos.



Pelo menos um alerta de colisão frontal, como no Tracker RS, a picape poderia oferecer.
O valor da Montana RS está próximo da versão de entrada da Fiat Toro (R$ 147 mi), como também da opção mais completa da Renault Oroch (R$146.900).
Em termos de desempenho ela perde para ambas, mas, no visual a Montana RS se torna a melhor opção e faz uma disputa acirrada comparando a lista de itens entre as duas concorrentes.
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