Avaliação: Jeep Compass está mais esperto com motor turbo

Avaliação: Jeep Compass está mais esperto com motor turbo

Jeep Compass

Por Sílvio Menezes

O Compass é tido como um fenômeno de vendas desde sua chegada. E é fácil entender o sucesso dele. A Jeep é uma grife automotiva, o carro tem visual bacana, traz um bom pacote tecnológico e conta com uma boa rede de concessionárias pelo País.

Mas, apesar de ser um dos SUVS mais desejados da categoria, sempre foi criticado por ter uma versão flex 2.0, de 166 cavalos de potência, conhecida por beber muito.

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Para tentar melhorar a reputação junto ao público, a montadora desenvolveu um Compass 1.3 flex turbo pra substituir o antigo motor.

O novo Compass chegou no mês passado ao mercado carregando a expectativa de ser uma opção mais moderna e econômica do famoso utilitário esportivo da Jeep e nós testamos o veículo.

Podemos adiantar: o visual teve uma leve mudança e o carro elevou o seu acabamento interno. Mas, na prática, não demonstrou ser tão eficiente como muitos esperavam e continua bebendo bem.

Mas isso não quer dizer que ele seja uma má escolha. Pelo contrário. O novo Compass está mais disposto e interessante que a versão anterior.

Interior

No acabamento, por exemplo, o avanço é bem evidente do novo Compass. Seja pela boa qualidade dos materiais de painel ou pela nova central multimídia, bem mais refinada que a anterior.

Trocou a central multimídia do painel por uma maior e mais moderna tela na parte superior do tabeliê. No visual externo, a correção é discreta, com uma ligeira mudança na grade dianteira e outros detalhes próximos do para-choque.

Em relação ao motor – agora de 185 cavalos de potência, no lugar do antigo de 166 cv – a sensação ao volante é bem melhor.

O carro tem respostas mais rápidas que o antigo Compass e faz dele uma das belas opções da categoria. Passa a ser um veículo mais divertido de guiar.

Ainda bebe…

Só não conseguiu saciar a sede do carro. Em nosso período de test-drive, o consumo ficou próximo de 7 km/litro de gasolina rodando exclusivamente na cidade.

Ao ser abastecido no etanol, a média caiu pra 5 km/l também circulando no perímetro urbano. Os números podem assustar de início ao motorista, mas ao analisar o contexto com cautela, não chega a ser ruim como pode parecer.

O porte do veículo e o conjunto farto de tecnologia fazem dele um modelo diferenciado e, por tudo que oferece, pode beber naquela faixa porque é honesto.

No mercado brasileiro o Jeep Compass tem como adversários os recém-lançados Volkswagen Taos e o Corolla Cross, além de outros modelos menos badalados na faixa de preço entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.

A lista inclui o Chevrolet Equinox e Kia Sportage. Na disputa, o Compass briga ainda com modelos mais caros, a exemplo do Ford Bronco, SUV que acabou de desembarcar em território nacional.

E, pra quem não sabe ou não lembra, o Compass é um dos carros produzidos em Pernambuco pelo grupo Stellantis, dono de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroên.

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