Fim do golpe da “bomba baixa” nos postos de combustíveis? Entenda o que mudou
Quem já não parou em um posto de gasolina, mandou “completar o tanque” e saiu com a impressão que a bomba registrou um volume maior de combustível do que o que foi realmente liberado? O velho golpe da “bomba baixa” representa um prejuízo grande, porque faz o motorista pagar por uma quantidade de combustível maior do que a que recebeu.
O golpe foi se sofisticando com o passar do tempo e, apesar das fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo, ganhou até um sistema por “controle remoto”, onde o comerciante desonesto pode alterar a vazão da bomba à distância, fazendo ela voltar a funcionar normalmente quando quiser e assim, tentar escapar de motoristas desconfiados ou mesmo da inspeção dos fiscais.
A boa notícia é que o golpe da bomba baixa pode estar com os dias contados. É que o o Inmetro aprovou nesta quarta-feira (7) os primeiros modelos da nova geração de bombas medidoras de combustíveis. Segundo o Inmetro, a partir de agora, estarão disponíveis ao mercado bombas com assinatura digital, “dotadas de técnicas criptográficas para assinatura eletrônica, portanto muito mais seguras e que vão dificultar a ocorrência de fraudes durante o abastecimento de veículos” diz o comunicado do órgão.
POSTOS DE GASOLINA TERÃO QUE UTILIZAR BOMBAS ANTIFRAUDE
Ainda de acordo com o Inmetro, a troca das bombas será feita de forma gradual pelos postos de acordo com o ano de fabricação do equipamento, conforme cronograma a ser estabelecido pelo órgão. “O escalonamento de troca das bombas leva em conta a necessidade de investimentos do mercado. A partir da aprovação dos modelos pelo Inmetro”, diz a nota.
COMO FUNCIONA UMA BOMBA DE GASOLINA ANTIFRAUDE
As bombas medidoras utilizadas nos postos de combustíveis têm um componente que faz a medição e um mostrador eletrônico que apresenta o resultado para o consumidor. A nova tecnologia cria um espécie de “lacre digital”, fazendo com que não possa haver interferência externa na vazão da bomba do posto. “Com esse sistema de certificação, o resultado da medição é assinado digitalmente, de tal maneira que assegura que é verdadeira a informação que chega ao medidor, aos olhos do consumidor”, informou Marcelo Morais, Diretor de Metrologia Legal, substituto. No futuro, a ideia é desenvolver um aplicativo para que o consumidor possa acompanhar pelo celular, em tempo real a vazão do combustível, em litros, que sai da bomba e entra no tanque do veículo.