Fiat Mobi Trekking: popular com roupa de aventureiro
Por Matheus Albino
Quem vai em busca de um carro zero-quilômetro de porte compacto, abaixo de R$ 75 mil, não encontra muitas opções.
Com a disparada de preços dos veículos nos últimos anos, o segmento dos modelos de entrada está cada vez mais escasso no Brasil.
Basicamente são duas opções: o Renault Kwid e o Fiat Mobi. E foi justamente este último que testamos esta semana e vamos detalhar na nossa reportagem.
O Fiat Mobi é vendido em duas configurações: Like, por R$ 69 mil, e Trekking, a partir de R$ 72.290. Pegamos a segunda opção para um test-drive urbano pelo Recife.
Essa é a versão top de linha e tem como destaques o apelo aventureiro e o motor econômico.
A linha 2023 chegou faz um tempo, mas ganhou recentemente uma nova opção de cor – Cinza Strato. Com ela, o Mobi passou a chamar mais atenção, pois é uma cor comum em carros mais caros e de porte maior.


Essa é a grande novidade na parte externa do novo Mobi Trekking. O carro é oferecido em duas tonalidades, com o teto em preto brilhante.
Luzes halógenas, faróis de milha, rack de teto e rodas de aço aro 14 fazem parte do pacote. Nessa versão a suspensão é um pouco mais elevada, mas só para reforçar o apelo aventureiro.
Se mudaria alguma mudança no visual externo? O design do Mobi agrada, mas um conjunto óptico em LED deixaria o carro mais moderno e seguro, afinal, a visibilidade noturna com esse tipo de iluminação é bem melhor em relação aos faróis ‘amarelos’.
Na parte interna, a Fiat segue o conceito “o básico que funciona” entregando um modelo com lista de itens razoável. O sistema de mídia tem 7 polegadas, com conexão sem fio.
E não ter que usar cabo USB para executar essa tarefa, além de facilitar o emparelhamento com telefones, deixa o console mais livre para os ocupantes da parte dianteira.



Ajuste elétrico dos retrovisores, vidros dianteiros elétricos, tomada 12 volts e entrada USB também estão no pacote.
O Mobi Trekking tem vidros traseiros manuais e a direção é hidráulica. O porte compacto faz o Mobi ser um modelo fácil de estacionar e, com o sensor de estacionamento, a manobra fica mais suave.
O motor 1.0 aspirado de 4 cilindros não sofreu alterações, segue com 74 cavalos de potência. O câmbio é sempre manual de cinco marchas.
No quesito consumo de combustível ele continua mandando bem: a melhor média na cidade foi de 8km/l no etanol.
Com gasolina, pode fazer até 12 km/l, mas esse é um dado oficial do Inmetro e não do nosso teste.
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