Viajar com carro elétrico? Fomos de Recife até João Pessoa com o Kwid e-tech

Por Matheus Albino

Os carros elétricos aos poucos vão se popularizando pelo Brasil. Modelos de diferentes tamanhos, com mais ou menos autonomia que o outro, porém com a mesma proposta: nunca mais permitir que o proprietário pare num posto de combustível para abastecer.

Nossa equipe testou recentemente o Renault Kwid e-tech, versão cem por cento elétrica do hatch subcompacto. Segundo dados da montadora, a autonomia é de 298 km.

Parece pouco, muita gente questiona essa capacidade mesmo sabendo que o carro é pequeno e não suporta um conjunto de baterias maior.

E para tirar essa dúvida sobre a capacidade do Kwid elétrico pegamos a estrada e fizemos uma viagem do Recife até João Pessoa, capital da Paraíba.

Nosso passeio durou aproximadamente 350 km. No primeiro trecho, partindo do Recife, o carro saiu com 100% de bateria e 272 km de autonomia.

Foram 130 km nesta primeira etapa. Também rodamos cerca de 40 km em João Pessoa até fazer a segunda recarga.

Andar em um carro elétrico não é muito diferente de um modelo a combustão, mas é preciso tomar algumas precauções.

Por exemplo: pisar fundo no acelerador vai diminuir a carga da bateria mais rápido e você pode ficar no meio do caminho, ao contrário de um carro a combustão, onde você pode parar em qualquer posto para abastecer.

Percebemos isso na ida até João Pessoa, sempre que pisamos mais forte a autonomia caía mais rápido.

Por isso a velocidade ideal no Kwid elétrico é entre 80 e 90 km/h, sempre com os vidros fechados para evitar que o ar entre no carro e prejudique a aerodinâmica, além de forçar o motor a trabalhar mais.

Dados de fábrica informam que a velocidade máxima dele é de 130 km/h. Para ajudar na autonomia, o carro da Renault conta com sistema de frenagem regenerativa, sempre que o carro desacelera, esse sistema utiliza a energia para alimentar a bateria.

O modo eco pode ser ativado por um botão no painel central e favorece uma condução mais leve e econômica.

No entanto, algumas coisas no Kwid elétrico mostram que ele não é o modelo ideal pra quem anda muito em trecho rodoviário.

O carro não oferece faróis em LED, que ajudam bem mais do que os faróis halógenos em vias escuras, conta apenas com um limpador de para-brisa, o que atrapalha a visibilidade ao dirigir sob forte chuva, como aconteceu nessa viagem.

E se você é daqueles que tem família grande, lembre-se que o Kwid e-tech pode levar apenas 4 pessoas.

No ambiente interno ele mostra o porquê é chamado de carro popular elétrico.

Nada de luxo. Pelo contrário, é um interior simples. Destaque para o sistema de mídia com conexão via cabo usb, painel de instrumentos parcialmente digital, seletor giratório no câmbio automático, vidros elétricos nas quatro portas, além dos bancos com couro ecológico.

Na parte mecânica o Kwid elétrico tem motor equivalente a 65 cavalos de potência e câmbio automático de 1 marcha, algo comum entre os carros elétricos.

Em relação ao tempo de recarga, o modelo é uma boa opção neste quesito pois não demora muito tempo na tomada.

Lembrando que utilizamos apenas estações públicas com carregamento rápido. A segunda recarga aconteceu já em João Pessoa, deixamos o Kwid na tomada e ele foi de 18 a 100 por cento de bateria em 2h55 minutos.

A capital paraibana também dispõe de alguns pontos de recarga para carro elétrico, com boa parte concentrada nos centros comerciais.

Então é isso pessoal a experiência com o Kwid elétrico numa viagem foi boa, viajamos mais de 300 km sem gastar um real com combustível.

Entretanto, mesmo com essa economia, recomendamos o hatch pequeno para quem roda mais em trecho urbano.

Claro que pegar a estrada com ele de vez em quando pode ser uma boa. Só programe essa viagem com antecedência e confira pontos de recarga mais próximos pra você não passar perrengue e estragar o passeio com a turma.


Tags:

Continue lendo