Carros e curiosidades nas ruas do México

Carros e curiosidades nas ruas do México

Por Sílvio Menezes
Vamos viajar até o México para entender melhor o fascinante País de Frida Kahlo, da turma do Chaves e tantos outros nomes conhecidos para mostrar curiosidades automotivas que o Carro Arretado viu por lá durante a apresentação da Shark, a picape que a BYD lança no Brasil no segundo semestre de 2024.

Essa caminhonete já mostramos a reportagem, na semana passada, aqui nas páginas do JC. Agora não vamos falar de um veículo específico, mas, sim, de vários carros que vimos pelas ruas mexicanas.

Antes de mais nada, importante dizer: são muitas as semelhanças com o nosso Brasil. O mercado de automóveis é gigante, com a presença de várias fábricas no País situado na América do Norte.

No México há modelos de carros conhecidos dos brasileiros, a exemplo do Volkswagen Gol, Chevrolet Corsa, Onix, Jeep Renegade, Fiat Strada, que lá fora leva o nome de RAM, e praticamente toda linha Renault que conhecemos.

Com seus 131 milhões de habitantes, o Mexico é um País importante. Mas vamos limitar nossas observações à Cidade do México, uma grande metrópole de 9 milhões de habitantes que pode ser comparada a São Paulo, com regiões bem ricas e outras bastante humildes.

Só carrão

E essa diferença de classes ficou perceptível nas ruas, prédios e nos carros em circulação.
Na região de Polanco, área nobre, lojas da Tesla, Mercedes, BMW, da japonesa Mazda e outras revendas de carros chineses elétricos.

Pela proximidade com os Estados Unidos, o México leva uma vantagem. Nos bairros mais nobres, vimos os SUVs grandalhões premium como Cadillac e Lincon, marcas de luxo da GM e da Ford respectivamente.

Só para ilustrar melhor a variedade, a Polícia mexicana anda de Dodge Dart, um esportivo rival do Camaro e Mustang. As picapes de fiscalização de trânsito no centro histórico são da RAM.

E há, claro, modelos exóticos fabricados no México e vendidos no Brasil num passado recente como o PT Cruiser, New Beetle e o Fiat 500.

Outro lado

Nas ruas próximas do centro histórico, região mais popular, é bastante comum se deparar com carros de 10, 15, 20 e até 30 anos rodando como o veículo do dia a dia, alguns com lataria queimada, lanterna faltando ou batido dando a sensação de que podem rodar sem importunação das autoridades.

Motos são muitas. Há vários triciclos elétricos de turismo (tipo os indianos os TukTuk) e o festival de infrações é visível. Inclusive, é fácil flagrar piloto sem capacete e triciclos pela contramão e por onde for possível de passar.

Ah, por curiosidade: o passeio por uma hora sai por pouco mais de R$ 100.
Pelo fato da Cidade do México ser grande, à espera pelo carro de aplicativo parece demorar mais. Como aqui, há várias categorias no aplicativo.

Os preços dos carros no México são bem próximos aos praticados no Brasil. Os dois países possuem um acordo comercial que permite a chegada de bons carros com isenções de impostos como se os modelos lá de fora fossem feitos em território nacional.

Uma semelhança que vimos com o Recife dos anos 80 e 90 são os ônibus elétricos. Não os arredondados que circularam pela capital pernambucana no passado. No México até são na cor azul, como foram os daqui.

Só que os de lá são quadradinhos, modernos, mas se movimentam via cabos aéreos, como eram os antigos ônibus elétricos daqui.

CURIOSIDADES

Como o Carro Arretado vai além de veículos, aqui fica uma dica pra quem estiver pensando em visitar o México. o povo mexicano é acolhedor, o idioma dá pra compreender com uma certa facilidade e os preços em geral são próximos ao do Brasil, um pouco só mais barato.

A comida é diferente para não dizer ruim. A história de que tem muita pimenta é fato, mas em alguns lugares dá pra pedir algo menos picante. E o uso do ar-condicionado lá é raro em muitos estabelecimentos.

É como se tivessem a ideia de que o aparelho ligado vai gerar mais custo.
Apesar do México ter fama internacional de ser um país violento, o número de policiais e viaturas nas ruas do Centro dão uma sensação de segurança enorme.

Praticamente em toda esquina. Um detalhe que chamou muito a atenção é que o povo usa pouco celular na rua. Dando a sensação de que eles são menos conectados que nós. O México é o que podemos dizer ser um Brasil dos anos 80. E vale a visita.

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