Avaliação: Fiat Pulse Drive 1.3 com câmbio manual
Por Matheus Albino
Confesso que quando soube que a Fiat iria equipar o Pulse com o mesmo motor 1.3 do Argo minha reação foi negativa.
Se no hatch ele já não encanta com saídas rápidas, imagine num modelo de porte maior. Mas, para minha surpresa, ele foi muito bem no teste urbano e posso afirmar – é uma boa opção entre os carros com câmbio manual.
A verdade é que o Pulse 1.3 manual segue com a mesma proposta do Argo – um carro econômico sem ser “amarradinho”.
No nosso teste ele foi exatamente assim – fez uma boa média de 8,5 km/l no etanol, deixou uma boa impressão e mostrou ser uma alternativa interessante pra quem roda na cidade.
Testamos a versão Drive 1.3 que é a mais barata do Pulse e vem com transmissão manual de 5 velocidades. O preço é de R$ 88 mil.
Bem equipado
Mesmo se tratando de uma versão de entrada, até que a Fiat entregou um bom pacote tecnológico. É bem verdade que este tipo de câmbio vem perdendo espaço mas a Fiat ainda aposta nele pois entende que os compradores de carros manuais buscam a configuração de entrada.
Por outro lado, a marca pode se orgulhar de ter um dos carros mais equipados com esse tipo de transmissão, a lista de itens é caprichada se compararmos com outros modelos, independente de ser SUV, sedã ou hatch. Faróis, luzes de condução diurna e lanternas traseiras em LED, rodas de liga leve de 16 polegadas como destaques no visual.
Quem olha o Pulse por fora curte o design mas precisa de um tempo para se acostumar com o modelo e não confundi-lo com o Argo, afinal, eles são parecidos mesmo. No entanto, o interior é bem melhor desde a versão de entrada.
Equipado com ar-condicionado digital automático com controle no sistema de mídia, quadro de instrumentos com elementos digitais, piloto automático, central multimídia de 8,4 polegadas e 4 airbags.
No painel central há também o botão que aciona o controle de tração avançado e ajuda a enfrentar com mais segurança trechos irregulares, como lama ou locais com acúmulo de água.
Pontos fracos
Citamos o que o Pulse manual tem de melhor mas, claro, não é o carro perfeito. Por se tratar de um SUV, mesmo que compacto, se espera bom espaço interno para os ocupantes. Esqueça. O Pulse tem praticamente o mesmo entre-eixos que o Argo, vencendo por apenas 1cm.
Também não espere aquele porta-malas generoso pois são 370 litros de capacidade, ficando entre os menores do segmento.
Outro problema, mas não exclusivo do Pulse, é o câmbio manual. Os engates longos e a alavanca mole incomodam. É o sétimo carro da nova geração da Fiat que dirijo e não consigo me acostumar com este câmbio.
E digo que a alavanca mole é um problema pois dirijo com frequência carros manuais de marcas concorrentes, um Onix Activ 2019 e um Volkswagen Fox 2015, por exemplo. Desses dois o câmbio da Volks é o mais suave nas trocas.
Falta força
Se por um lado o motor 1.3 de 107 cavalos bebe pouco, por outro falta fôlego ao trem de força, especialmente na retomada de aceleração.
No entanto, como falamos no início, a proposta é ser econômico e nisso o Pulse 1.3 faz bem o dever de casa.
Resumindo o Fiat Pulse manual: bem equipado, baixo consumo e talvez o melhor carro manual no mercado de 0km.
Ficha técnica:
| Motor | 1.3 Firefly flex de 4 cilindros |
| Potência | 107 cavalos (etanol) 98 cv (gasolina) |
| Transmissão | manual de cinco marchas |
| Consumo de combustível | 9,1 km/l e 10,1 km/l (etanol) dados do Inmetro |
| Capacidade | 370 litros porta-malas / tanque – 47 litros |
| Principais itens | Direção elétrica, ar-condicionado digital automático, 4 airbags, central multimídia de 8,4″, faróis em LED, luzes de condução diurna e lanternas traseiras em LED, piloto automático |
Se inscreva em nosso canal no youtube









